[Descanse em Paz] Ana J0vem de 20 Anos M0rre Após Menstru….Ver Mais

Num relato desolador e profundamente perturbador, a triste saga de Amba Bohara, de 35 anos, e seus dois filhos menores, de 12 e 9 anos, ilustra um sombrio panorama cultural que ainda assombra partes do Nepal.

Essa família não foi vítima de um acidente comum, mas de uma prática proibida que se recusa a desaparecer, mesmo com a modernização e leis contrárias: o chhaupadi.

Em uma noite fatídica, cercados pelas paredes frias de uma cabana de lama e pedra, o destino selou seu trágico fim.

Naquela noite gelada, a necessidade de calor os levou a acender uma fogueira dentro do pequeno abrigo sem janelas, buscando algum alívio contra o frio cortante.

Contudo, a falta de ventilação transformou o que deveria ser uma fonte de conforto em uma armadilha mortal. Ao amanhecer, o que o sogro de Amba descobriu foi uma cena que o marcaria para sempre: os corpos inertes de sua família, vítimas de asfixia.

Uma Tradição Mortal

O chhaupadi é uma prática enraizada na tradição hindu que estigmatiza as mulheres durante o período menstrual, marcando-as como “impuras”.

Isoladas em condições precárias, longe das próprias casas e do calor familiar, mulheres e meninas enfrentam não só a solidão mas também riscos mortais.

Durante esse período de isolamento, estão proibidas de interagir com a família, tocar alimentos ou ícones religiosos, e até mesmo de se alimentar adequadamente.

O perigo é constante: desde a ameaça de animais selvagens até a vulnerabilidade a ataques sexuais. A noite em que

Amba e seus filhos morreram não foi um incidente isolado, mas um grito de alerta sobre os perigos dessa prática arcaica que continua a desafiar as leis modernas e o progresso social.

As histórias de sofrimento e perda como a de Amba Bohara são um testamento sombrio de resistência cultural às mudanças necessárias para a proteção das mulheres.