12 Pacientes Acabam Ficando Cego Após Mutirão Da Catarata “Os Olhos Foram Col… Ver Mais

O mutirão de cirurgias de catarata realizado em outubro de 2024, no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Taquaritinga, se transformou em um escândalo de saúde pública.

Doze pacientes que passaram pelo procedimento apresentaram complicações graves e, até o momento, não se sabe se conseguirão recuperar a visão.

A situação ganhou repercussão nacional e levou o Ministério Público a se reunir com a Secretaria de Saúde e a Vigilância Sanitária para investigar o que aconteceu.

O Grupo Santa Casa, responsável pelas cirurgias, admitiu que houve um erro no momento da assepsia, utilizando um produto inadequado na etapa final do procedimento.

As vítimas enfrentam uma nova realidade marcada por incertezas e dificuldades. Muitos perderam a capacidade de trabalhar e sofrem com danos psicológicos severos, como ansiedade e depressão.

Pacientes denunciam sequelas e exigem respostas sobre negligência médica

Entre os afetados, está Carlos, um pintor de 66 anos, que perdeu completamente a visão do olho esquerdo e agora não consegue mais exercer sua profissão.

Outros pacientes, como Maria de Fátima e Vanusa, também relataram perda severa da visão e a necessidade de novos procedimentos para evitar complicações ainda mais graves.

O desespero tomou conta dessas pessoas, que agora enfrentam um longo e doloroso caminho em busca de reparação. Apenas um dos pacientes, Carlos, registrou um boletim de ocorrência, o que levou a Polícia Civil a iniciar uma investigação formal sobre o caso.

A hipótese principal da apuração policial é de negligência médica. O delegado responsável solicitou documentos da Vigilância Sanitária e da Santa Casa de Franca, que gerencia o AME, para entender como a falha aconteceu e se poderia ter sido evitada.

Investigações apontam erro grave na higiene da cirurgia de catarata

A sindicância interna da Santa Casa revelou que o problema ocorreu na última etapa do procedimento cirúrgico.

Em vez de utilizar um soro de hidratação para fechar o corte, a equipe aplicou um produto químico destinado à limpeza de pele e mãos, substância altamente irritante para os olhos.

Com a conclusão da investigação preliminar, a equipe médica envolvida foi afastada e os pacientes incluídos na fila de transplante de córnea.

O governo estadual acompanha o caso e aguarda o laudo definitivo para determinar as medidas que serão tomadas.

As vítimas, no entanto, não querem apenas explicações, mas justiça.

Advogados especializados em direito médico já orientam os pacientes a buscarem indenizações por danos morais, materiais e estéticos. A tragédia poderia ter sido evitada, e agora, cabe às autoridades garantir que erros como esse não voltem a acontecer.