Mesmo Com Duas Medidas Protetivas, Mulher É Mort4 Pelo Ex-Marido Na Frente Da Sua… Ver Mais
Ela tinha apenas 47 anos e um sonho simples: viver em paz. Janete Rodrigues Moreira foi morta de forma brutal dentro da casa dos pais, onde buscava abrigo.
O assassino? Odair José dos Santos, homem com quem ela viveu por 25 anos e que deveria estar longe dela, por ordem da Justiça.
Janete tinha duas medidas protetivas e usava um aplicativo de emergência para casos de risco. Mas nada disso impediu a tragédia.
A dor da família é imensa, mas o sentimento que mais se espalha entre todos é o de revolta. Afinal, como uma mulher que seguiu todos os caminhos legais ainda assim perde a vida nas mãos do agressor?
A falha não foi dela. Foi do sistema que deveria protegê-la
Janete fez o que a lei manda. Ela teve coragem de denunciar. Ela pediu ajuda. Ela confiou que o Estado estaria ao lado dela.
Mas o que recebeu foi o silêncio das autoridades e uma proteção que existia só no papel.
A morte dela escancara o que muitas mulheres vivem diariamente no Brasil: uma sensação de abandono mesmo após denunciar.
Quando a medida protetiva não é fiscalizada, quando o agressor sabe que dificilmente será punido, a violência continua — e, muitas vezes, termina em tragédia.
Quantas mais precisarão morrer para algo mudar?
O feminicídio de Janete não é um caso isolado. É o retrato de um país onde milhares de mulheres vivem com medo.
Onde a coragem de pedir ajuda ainda não é suficiente para garantir a vida. O que aconteceu com Janete mostra que não basta denunciar —
é preciso agir com urgência, monitorar, punir de verdade.
Ela se foi, mas sua história precisa ecoar. Porque enquanto o sistema falha, mulheres continuam morrendo. E isso precisa parar.