EXCLUSIVO: Mulher Que Entendeu A Mente Do Maníac0 Do Parque Revela Cartas Nunca Vistas Sobre… Ver Mais

Simone Lopes Bravo, uma fonoaudióloga brasileira que vive em Portugal, tem ganhado destaque após revelar sua incomum relação de correspondência com Francisco de Assis Pereira, o “Maníaco do Parque”.

Este serial killer foi condenado a 285 anos de prisão por violentar e assassinar mulheres em São Paulo na década de 1990.

A troca de cartas e visitas ao presídio inspiraram o livro “Maníaco do Parque: Loucura Lúcida”, onde Simone compartilha detalhes sobre a mente de um dos criminosos mais notórios do Brasil.

A Jornada de Simone e Sua Motivação

Simone começou a se interessar por psiquiatria criminal e decidiu escrever cartas a diversos criminosos em busca de um contato direto para sua pesquisa.

Francisco foi o único a responder positivamente. A partir disso, ela conseguiu visitas regulares ao presídio e passou quase um ano trocando mais de 50 cartas com ele.

Segundo Simone, Francisco mostrava-se lúcido em suas ações, ainda que alegasse ser influenciado por “vozes”. Essa contradição, que também é o tema central de seu livro, intrigou a pesquisadora.

O Perfil do “Maníaco do Parque”

Francisco de Assis Pereira foi preso em 1998, acusado de atrair jovens mulheres ao Parque do Estado, em São Paulo, sob o pretexto de sessões fotográficas.

Lá, ele as violentava e, em muitos casos, as matava. Embora condenado por sete assassinatos, acredita-se que ele tenha cometido muitos outros crimes.

Mesmo décadas depois, o caso continua a gerar debates, especialmente porque Francisco pode ser libertado em 2028, após cumprir 30 anos de prisão, limite estabelecido pela legislação brasileira.

Detalhes Revelados nas Cartas

Nas cartas e visitas, Simone descobriu que Francisco relatava ouvir vozes que o influenciavam a poupar algumas vítimas, enquanto outras eram mortas.

Ele mencionou que essas vozes o excitavam, o levando a revisitar cenas dos crimes. Apesar disso, nunca expressou remorso pelos assassinatos.

Para Simone, Francisco representa o grau mais severo de psicopatia. Ela tentou alertar a família do criminoso sobre sua condição, mas enfrenta resistência.

O próprio Francisco, no entanto, acredita que está transformado, embora especialistas questionem sua capacidade de reintegração à sociedade.

A Discussão Sobre a Liberdade de Francisco

Com o fim de sua pena próximo, cresce o debate sobre o risco de recidiva. Psiquiatras afirmam que, sem tratamento, as chances de Francisco reincidir são altas. Já o sistema judicial pode reavaliar sua condição para prolongar sua estadia na prisão.

Simone Lopes Bravo mergulhou nas profundezas da mente criminosa de Francisco de Assis Pereira, buscando entender o que o levou a cometer tantos crimes brutais.

Sua pesquisa levanta questões inquietantes sobre a natureza da psicopatia, a eficácia do sistema penal e os riscos de reintegração de criminosos. O caso do “Maníaco do Parque” é um lembrete das complexidades envolvidas na justiça criminal e na psicologia do crime.