Descanse Em Paz Claudineia: Professora Acaba Perdendo A Vid4 Ao Fazer Cirurgia Que Muitas Fazem “Uma Simples Hér… Ver Mais

O corpo da pedagoga Claudineia, de 46 anos, foi enterrado neste domingo (23) em Belo Horizonte, após uma tragédia que abalou amigos e familiares. Ela faleceu no último sábado (22), dois dias depois de passar por uma cirurgia de hérnia e uma abdominoplastia em uma clínica particular da capital mineira.

O que seria um procedimento planejado para melhorar sua qualidade de vida acabou se transformando em uma sucessão de complicações. Segundo a família, Claudineia sofreu uma perfuração na traqueia durante a cirurgia, um erro grave que pode ter sido decisivo para seu falecimento.

“Eu fui pega de surpresa. Estava chegando em casa quando meu irmão me avisou. Não acreditei, corri para a casa dela e, quando cheguei lá, era verdade”, relatou uma amiga da vítima, ainda abalada com a perda.

Complicações começaram logo após a cirurgia

De acordo com os relatos da família, Claudineia saiu do bloco cirúrgico e os médicos garantiram que tudo estava bem. No entanto, minutos depois, a pedagoga começou a sentir um incômodo na garganta. Enfermeiras informaram que isso era normal, mas o quadro rapidamente se agravou.

Pouco tempo depois, ela começou a relatar falta de ar e inchaço no rosto e pescoço.

Inicialmente, os médicos suspeitaram de um choque anafilático, reação alérgica grave a alguma medicação. Devido à gravidade dos sintomas, ela foi transferida para um hospital particular próximo à clínica e, mais tarde, para outro hospital.

Somente após horas de sofrimento, um médico identificou o real problema: uma perfuração na traqueia, o que explicava a dificuldade respiratória e o inchaço.

Tentativa de correção falha e paciente não resiste

Na noite de sexta-feira (21), Claudineia foi levada para um hospital público na Pampulha, onde finalmente passou por uma cirurgia para tentar reparar a perfuração. No entanto, já era tarde.

Em nota, o médico que realizou a cirurgia plástica confirmou a perfuração na traqueia, mas alegou que a responsabilidade pela intubação era da anestesista.

Ele também afirmou que acompanhou a evolução da paciente e que a demora na identificação do problema e nas transferências para diferentes hospitais podem ter agravado o quadro.

A família, inconformada, registrou um boletim de ocorrência e a Polícia Civil investiga o caso. O marido de Claudineia prometeu buscar justiça:

“Eu vou atrás dos direitos da minha esposa. Ela morreu, mas ainda é querida demais por todos. Tudo o que fizermos agora tem que ser com o amor e carinho que ela sempre nos deu.”