F1m Dos Tempos: Filho Tira A Vida Dos Pais Para Ficar Com A Herança “Eles Foram… Ver Mais

Em um caso que chocou a cidade de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, o assassinato de Susimara Gonçalves de Souza e Pedro Ramiro de Souza, ocorrido na madrugada de 23 de novembro, deixou familiares e a comunidade em profunda consternação.

A motivação por trás do crime, inicialmente considerada um mistério, foi revelada durante a investigação: o interesse de um jovem de 24 anos, filho biológico de Susimara e enteado de Pedro, pela herança do casal.

O assassinato, planejado e executado de forma calculista, envolve um complexo enredo de disputas familiares e o desejo pelo controle de bens e da empresa da vítima. Como esse crime foi arquitetado e quais foram as implicações para todos os envolvidos?

A Investigação e a Revelação da Motivação

O assassinato de Susimara e Pedro foi inicialmente cercado de dúvidas sobre a motivação, mas a investigação rapidamente apontou que o filho biológico de Susimara, Walter Gonçalves, era um dos principais suspeitos.

O delegado Roney Péricles, responsável pela investigação, afirmou que o crime foi motivado pelo desejo do suspeito de controlar a empresa de forro e decorações do casal, que ele herdaria após a morte deles.

A investigação revelou ainda que Walter estava ciente da situação financeira do casal e do legado da empresa, o que pode ter sido um fator decisivo na sua decisão de eliminar os pais para garantir sua ascensão profissional.

Walter Gonçalves foi preso no domingo, 1º de dezembro, e até o momento, a defesa dele não se manifestou sobre o caso. A relação entre Walter e Pedro, seu padrasto, era aparentemente amigável, pois ele o chamava de “pai”, mas a ganância por bens materiais parece ter superado os laços familiares.

A motivação para o crime, segundo o delegado, ficou evidente no curso da investigação, embora não se descartem novos elementos que possam esclarecer outros aspectos do caso.

A tragédia também revela uma faceta sombria das relações familiares, onde, por trás da fachada de amor e respeito, podem existir interesses obscuros e disputas por heranças que culminam em atos violentos.

A revelação de que o crime foi cometido em busca de poder sobre a empresa do casal reforça a ideia de que o dinheiro, muitas vezes, tem o poder de distorcer até os vínculos mais estreitos.

A Cronologia do Crime e os Detalhes da Execução

A dinâmica do crime foi meticulosamente planejada. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o filho e seu comparsa chegaram à residência do casal mais de duas horas antes de o casal retornar para casa.

Eles chegaram ao local de bicicleta, mas deixaram uma moto estacionada a dois quilômetros de distância, provavelmente para evitar serem identificados na área próxima à casa das vítimas. Um dos suspeitos estava usando capacete e capa de chuva, enquanto o outro usava um boné, o que pode ter sido uma tentativa de se disfarçar.

Os dois homens, após chegar ao local, utilizaram um controle remoto para abrir o portão da residência e entraram na casa, aguardando a chegada das vítimas. O casal, que havia saído para jantar, ido a um karaokê e passado em uma lanchonete antes de retornar para casa, chegou à residência por volta da 0h53, sendo registrada pelas câmeras de segurança.

Pouco depois de entrarem em casa, um grito da mulher foi ouvido, indicando que ela foi surpreendida pela ação criminosa.

Durante a próxima hora, os suspeitos permaneceram dentro da casa, aguardando o momento certo para agir. O delegado explicou que o plano era claro: eliminar as vítimas e sair do local sem levantar suspeitas.

Após o crime, o filho e seu comparsa saíram pelo portão com o controle remoto, dando a impressão de que haviam sido simples intrusos no local, sem despertar qualquer alerta imediato. O duplo homicídio foi cometido de maneira rápida e eficiente, como parte de um plano frio e calculado.